Procedimentos médicos menos invasivos são a aposta contra a epidemia mundial de obesidade
25/06/2018
A obesidade é um problema de saúde que avança rapidamente em nossa sociedade. Dados do Ministério da saúde e da Agência nacional de saúde (ANS), estimam que 17,7% da população brasileira encontra-se nessa condição. Apesar do foco nas doenças associadas a esse quadro, como por exemplo diabetes, hipertensão, câncer, infarto e derrame, o avanço da obesidade precisa ser discutido em suas causas, formas de combate e prevenção.

O estilo de vida moderno é um dos grandes desencadeadores para o aumento do peso populacional. O avanço da indústria alimentícia trouxe mais que a praticidade. São opções que contam com ingredientes prejudiciais à saúde e que por meio de componentes químicos podem potencializar a compulsão alimentar.

Esse fácil acesso ao alimento somado ao ritmo de vida agitado acabou criando um perfil mais sedentário e pouco disposto a prática de atividades físicas. Em paralelo a essa realidade, os fatores psicológicos fruto deste estilo de vida moderno também interferem no campo dos distúrbios alimentares. Portanto, o avanço da obesidade é um problema complexo e repleto de variáveis que demandam atenção multidisciplinar para determinar sua causa no indivíduo.

Reconhecer esse cenário não é algo difícil, pois já não é mais exagero afirmar que estamos diante de uma epidemia mundial de obesidade. O cálculo do índice de massa corporal (IMC) pode pegar muita gente de surpresa. Para saber se você está em quadro de sobrepeso ou obesidade, basta dividir seu peso pelo quadro da sua altura. Se o resultado dessa conta for maior que 25, considere-se com sobrepeso. Já resultados acima de 30 revelarão um quadro de obesidade. O cirurgião bariátrico e do aparelho digestivo, responsável técnico do Instituto Mineiro de Obesidade, localizado em Belo Horizonte, Dr. Leonardo Salles Almeida (CRM 35183) alerta que ambos cenários demandam atenção médica.

A grande preocupação se dá quando a pessoa possui conhecimento sobre seu quadro de sobrepeso ou obesidade, mas não consegue perder peso por meio de técnicas mais conservadoras. O cirurgião bariátrico e do aparelho digestivo Dr. Leonardo Salles confirma esse cenário: "recebo muitos pacientes que, embora estejam em sobrepeso, não conseguem atingir o peso ideal e potencialmente acabam migrando para quadros de obesidade. Isso se deve, na maioria das vezes, pela dificuldade de adequação a um novo estilo alimentar e de atividades físicas. E é Nesse momento que o paciente deve se abrir a outras possibilidades de tratamento, haja visto que os métodos convencionais não estão surtindo o efeito desejado".

Os avanços na medicina proporcionaram novos métodos de controle e redução da obesidade. Os procedimentos cirúrgicos que podem causar receio aos pacientes não são mais a única opção disponível. No Instituto Mineiro de Obesidade, por exemplo, O Dr. Leonardo Salles destaca algumas das técnicas adotadas: "hoje em dia podemos trabalhar com a chamada Gastroplastia endoscópica, que é indicada para pacientes com o IMC maior ou igual a 30. Nesse procedimento utilizamos um dispositivo acoplado ao equipamento endoscópico que permite a realização das suturas no estomago do paciente sem a necessidade de cortes. O impressionante dessa técnica, além da menor exposição a riscos e complicações, é a rápida recuperação. Os pacientes recebem alta no mesmo dia". A Gastroplastia endoscópia consegue um índice de perda de peso corporal entre 20% a 30%, revertendo o quadro de obesidade do paciente para o grau considerado saudável.

Entretanto, conforme relato do cirurgião bariátrico e do aparelho digestivo, o grande problema na prevenção está no individuo atualmente classificado com sobrepeso. Potencialmente, caso não consiga reverter seu estilo de vida, esse indivíduo é um sério candidato ao grau obesidade. Nesse caso nenhum procedimento cirúrgico é indicado, mas existem procedimentos médicos de suporte a reversão desse quadro. Um dos mais conhecidos e o balão instragástrico.

Essa é uma solução conceitualmente simples, mas que ao longo dos anos vem se mostrando muito eficaz, o médico responsável técnico do Instituto Mineiro de Obesidade explica: "É uma opção não cirúrgica muito relevante para pacientes com o IMC igual ou maior a 27. Consiste na introdução de um balão de silicone por via endoscópia. Esse balão é preenchido com solução salina azul de metileno estéril, entre 400 a 700 ml, e não apresenta risco algum ao paciente. O objetivo dessa técnica é o preenchimento de parte do estômago, diminuindo seu volume e aumentando, consequentemente, a sensação de saciedade do paciente".

Uma das vantagens desse tratamento é a facilidade para implementação de uma reeducação alimentar e o controle da compulsão alimentar. O cirurgião Leonardo Salles continua: "conforme avaliação médica, é feita a indicação do tipo de balão ideal, que pode variar em tratamentos de seis e doze meses. A perda de peso corporal por meio dessa técnica pode chegar a 30%".

A epidemia da obesidade deve ser encarada por si só como uma doença. Cada vez mais presente em nossa sociedade e que demanda programas de controle realizados pela saúde pública no tocante da conscientização e prevenção. Somado a isso, a população precisa ter conhecimento sobre as técnicas disponíveis para prevenção e regressão destes quadros. A boa notícia é que existem opções tratamentos médicos eficazes e de baixo riscos aos pacientes.
Fonte: O Globo




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