Incubadora do Einstein, Eretz.bio, reúne 23 startups
25/06/2018
Direto do Vale do Silício, onde busca tecnologias e investimento, o diretor executivo de inovação do Hospital Albert Einstein, Cláudio Terra, que também é responsável pela incubadora de startups de saúde Eretz.bio, afirma que a digitalização traz consequências relevantes para o segmento.

“Ela representa mais acesso, escala, resolutividade e novas técnicas de ensino. O Brasil tem centros de ensino de excelência, mas é um país gigante. Anabrangência das soluções torna possível levar conhecimento de ponta, em grande escala, para regiões remotas do País.”

Como exemplo, cita o uso que o Einstein faz da telemedicina. “Neste ano, esperamos fazer 100 mil atendimentos à distância. Em 2017, foram 40 mil e no ano anterior, 7 mil. Temos 15 produtos nesse formato, como tele diabetes e tele UTI. Atendemos desde escolas e empresas até hospitais e plataformas de petróleo. É uma transformação digital incrível, com grande impacto na saúde.”

Terra diz que o modelo não possui o formato clássico de ensino, mas transfere conhecimento. “Nos locais mais remotos, médicos e estudantes de medicina têm acesso aos melhores profissionais do Einstein, em tempo real. O valor é acessível, porque ganhamos com a escala.” A iniciativa começou em 2012 e passou a ser comercializada em 2014.

Entre as 23 startups incubadas pela Eretz.bio, Terra cita a i9Access, que além de outras tecnologias desenvolveu o VTraining, de simulação realística assistida por vídeo.

Conforme explica Alécio Binotto, um dos sócios da startup, a simulação permite aos alunos praticarem suas habilidades em situações que reproduzem o cotidiano da profissão. “No lugar da interação com pacientes reais, a prática tem auxílio de atores e robôs, com simulações das condições de pacientes,

• Segurança “A simulação realística também é aplicada à educação continuada e diminui os erros em procedimentos médicos” Alécio Binotto SÓCIO DA I9ACESS inclusive quanto ao tamanho, peso e fisiologia. Com isso, a prática é fidedigna com a realidade e tem total segurança, inclusive, sem o uso de cadáveres”, afirma.

Segundo Binotto, nos centros de simulação realística alunos adquirem experiência, segurança e habilidade prática para o momento de atender pacientes e realizar práticas complexas. “Ela também é aplicada à educação continuada e diminui o erro em procedimentos médicos”, conta.

Binotto diz que o Vtraining atende alunos de centros de ensino remotos, que interagem simultaneamente pela web. O software é usado por seis instituições, além do Einstein, que foi parceiro no desenvolvimento. “Queremos dobrar esse número até o final do ano e temos prospecções de parcerias com escolas de outros países.”




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