Inteligência artificial a serviço da saúde
26/07/2018
Humanamente impossível e tecnologicamente viável. Talvez esse seja o denominador comum que aproxima profissionais de TI (Tecnologia da Informação) da área médica na construção de um ecossistema produtivo e inovador na região Norte. O modelo insere as empresas no protagonismo da saúde 4.0, abrindo um caminho de oportunidades para negócios arrojados. Essa aproximação é puxada por indutores de desenvolvimento que, nesse caso, atendem por Sebrae-PR (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado do Paraná), grupo de governança Salus (Saúde Londrina União Setorial) e AML (Associação Médica de Londrina).

Na velocidade das transformações 4.0, os caminhos encontrados pelas empresas do polo de saúde de Londrina chama atenção pela ousadia em resolver demandas inerentes a saúde em qualquer lugar do mundo. O médico angiologista e cirurgião vascular Rogério Sakuma, um dos cinco sócios da startup MedMobi, elucida bem o resultado positivo para as soluções de problemas da saúde a partir do entendimento de que a atuação profissional da medicina seria mais efetiva e com um alcance muito maior ao se unir dos profissionais de TI. "O sistema MedMobi consegue viabilizar algo que todo profissional aprende no curso de olhar o paciente como um todo e não em parte, mas que na prática não se concretiza, uma vez que qualquer doença crônica, como por exemplo a diabetes, envolve uma equipe multidisciplinar que da maneira tradicional não conta com algo capaz de gerenciar todas as informações daquele paciente em um único lugar, integrando todos os exames laboratoriais e gerando alertas inclusive para enfermidades ainda não desenvolvidas", afirma. "A tecnologia passa a ser ferramenta de promoção de saúde, uma vez que antecipa o problema e traz dados para agir preventivamente", acredita.

A ferramenta permite controle e análise do paciente, com o registro de informações e históricos clínicos e gera os alertas mesmo para pacientes sem doença crônica instalada, mas com hábitos de vida que vão na contramão da qualidade de vida. "É uma solução que atende toda a cadeia, de planos de saúde, a seguradoras, serviços de assistência social, empresas públicas e privadas, além de médicos e profissionais de saúde", explica. "O gerenciamento garante economia, efetividade na promoção de saúde e maior acesso ao atendimento médico, que hoje ainda não é autorizado pelo CRM, que só permite orientação, mas é uma tendência até para evitar deslocamentos ou ausência de assistência em comunidades pobre ou distantes de grandes centros", acrescenta. De acordo com o Sakuma, um plano de saúde com uma carteira de 200 mil usuários, por exemplo, consegue uma economia de 30% ao mês fazendo uso do gerenciamento viabilizado pelo sistema MedMobi.

PACIENTE VIRTUAL

O treinamento do atendimento médico também conta com a ousadia de médicos empreendedores, no caso três cardiologistas, interessados na capacitação dos profissionais "a partir do resgate dos valores tradicionais da Medicina".

"O Paciente Virtual resgata a prática clínica, permitindo simulações de diversas situações dentro do conceito Active Learning", explica o diretor acadêmico da startup AVP (Active Virtual Patient), Fabrício Furtado. A plataforma permite simular diversas situações como o exame físico e análise de exames, além de auxiliar hospitais em treinamentos de equipes a um baixo custo e permitindo uniformidade no atendimento. A interação virtual desenvolve habilidades como conhecimento sobre o problema e reflexão para tomada de decisão assertiva. "É diferente do aluno ler e interpretar um caso clínico. O Paciente Virtual faz o aluno vivenciar a situação". Furtado explica que por ter partido de uma demanda de mercado, o Paciente Virtual tem sido procurado de Norte a Sul do país e até mesmo por outros países como Portugal. Aproximadamente 3 mil pessoas já interagiram com a solução durante os cursos e treinamentos.

A Sanitá, marca do grupo Indusbello Company, que produz estojos autoclaváveis tem na qualidade a grande diferenciação da marca. O Radel® (polifenilsulfona), mesmo material usado indústria aeronáutica, vem sendo incorporado à linha da a alta resistência a impacto e possibilidade de ser transparente. "Para nós já é uma realidade e trabalhamos o fato de Londrina ser um polo nacional e trabalhamos nesse conceito canalizando nossa inovação para a qualidade e o uso de matéria-prima que diferencie ainda mais os nosso produtos", gerente de marketing da Indusbello.

DO LEITE AO FLEBOSCÓPIO

A PZL Saúde faz jus a percepção do Sebrae-PR de que o setor de saúde funciona como agregador de valor para outros. A empresa é uma vertente da fabricante de equipamentos para análise do leite. "Desde 2010, a partir do pedido de um médico vascular, que estruturamos a área da saúde e apesar das dificuldades para regulamentar os produtos que envolvem diversas regulamentações é extremamente interessante produzir para um mercado repleto de oportunidade tamanha a demanda mundial por saúde", explica a empresária Maria Tereza Piazzalunga. Do conhecimento de tecnologias para análise e congelamento do leite, que a PZL Saúde desenvolveu fleboscópios (nas versões portátil e de bancada), que auxiliam na visualização de microvarizes e o Cryojet, equipamento de resfriamento de soluções a temperaturas ultrabaixas, para serem usadas na crioescleretopia (tratamento para varizes) de forma menos dolorosa.
Fonte: Anahp




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