Modelo brasileiro é 'híbrido' de sistema europeu e dos EUA
06/08/2018
Países com sistemas de saúde pública universal - que atendem qualquer cidadão, independentemente da renda - só deixam que o sistema privado ofereça serviços complementares. Isso ocorre, por exemplo, no Reino Unido ou no Canadá.

Nesses países, o cidadão é atendido pelo sistema público em casos de maior ou menor complexidade, mas recorre aos planos privados para procedimentos estéticos, por exemplo, explica Álvaro Escrivão Júnior, do Centro de Estudos em Planejamento e Gestão em Saúde, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

"A maioria dos sistemas é de acesso universal, a saúde não é uma mercadoria, é um direito, não está à venda. Uma empresa não pode vender um procedimento que o Estado oferece."

Nos EUA, o sistema é privado e tem várias modalidades e opções de custo e serviço. O cidadão americano de baixa renda, que atende a regras específicas e que não pode pagar pelo serviço, recebe um auxílio do governo.

No Brasil, ocorre um tipo de sistema híbrido, em que o sistema público de saúde concorre com a rede privada. "O jeito brasileiro de prestar assistência privada é caro e influenciado pelos americanos, e o Sistema Único de Saúde (SUS) é ineficiente, o que limita a capacidade real de universalização, como no Reino Unido."




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