Hospital Santa Paula participa do movimento #MúltiplasRazões no Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla
29/08/2018
Desde 2006, o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla é lembrado em 30 de agosto por iniciativa da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM).

Para alertar a população sobre a importância do diagnóstico precoce, o Hospital Santa Paula contará com dois bancos personalizados do movimento #MúltiplasRazões, idealizado pela Roche Farma Brasil, com o objetivo de oferecer à população um “lugar para sentar” e mostrar, de forma lúdica, como a fadiga atinge o paciente com esclerose múltipla. Os bancos ficarão no Pronto-Socorro do Hospital Santa Paula e na entrada do Instituto de Oncologia Santa Paula durante todo o mês de agosto. 

Junto aos bancos será disponibilizado gratuitamente o almanaque “Múltiplas Razões – para iluminar a compreensão sobre a esclerose múltipla”. O material traz informações sobre a doença, tratamento e dicas para conviver com ela por meio de passatempos, palavras cruzadas, jogo dos sete erros, jogo da memória, entre outras atividades, sempre com uma abordagem leve e didática.

De acordo com a coordenadora do Instituto de Neurologia do Hospital Santa Paula, Renata Simm, a descoberta da esclerose múltipla pode afetar de forma significativa a autoestima do paciente. “Para enfrentar o problema, o ideal é buscar hábitos de vida mais saudáveis, auxílio médico, amparo emocional e manter uma vida ativa por meio de atividades físicas e experiências sociais agradáveis. Com o tratamento adequado e com a adoção de um estilo de vida mais leve, as pessoas podem lidar melhor com a doença”, explica a médica.

Sobre a esclerose múltipla

A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica, sem cura, que afeta em torno de 35 mil pessoas no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla – ABEM. Ela ocorre quando o sistema imunológico ataca anormalmente o isolamento em torno de células nervosas (bainha de mielina) no cérebro e medula espinhal, causando inflamação e danos consequentes. Estes danos podem causar uma ampla gama de sintomas, incluindo fraqueza muscular, alteração de sensibilidade, dificuldade para enxergar e, eventualmente, levar à deficiência permanente. A maioria das pessoas com EM são mulheres e experimentam seu primeiro sintoma entre 20 e 40 anos de idade, tornando a doença a principal causa de incapacidade não-traumática em adultos mais jovens.

A EM remitente-recorrente é a forma mais comum da doença, aproximadamente 85% dos diagnosticados, e caracteriza-se por episódios de sinais ou sintomas novos ou agravados (recorrências), seguidos de períodos de recuperação. A maioria dos pacientes desta forma da doença irá, eventualmente, fazer transição para EM secundária progressiva, em que experimentam agravamento contínuo da deficiência ao longo do tempo.

Já a EM primária progressiva é uma forma mais debilitante da doença marcada por sintomas que se agravam de forma constante, mas tipicamente sem recorrências distintas ou períodos de remissão. Aproximadamente 15% dos pacientes diagnosticados com esclerose múltipla têm a forma progressiva da doença e, até agora, não havia nenhuma terapia aprovada.

A atividade da doença consiste em inflamação no sistema nervoso e perda de células nervosas no cérebro e medula espinhal, mesmo quando seus sintomas clínicos não são aparentes ou não parecem estar piorando. O objetivo do tratamento é reduzir a atividade da doença para impedir que a incapacidade progrida.

Sobre o Movimento #MúltiplasRazões

A ação tem o apoio do Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla (BCTRIMS), da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), das ONGs Movimento dos Portadores de Esclerose Múltipla (MOPEM), Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), Amigos Múltiplos pela Esclerose (AME), Associação Mineira de Apoio aos Portadores de Esclerose Múltipla (AMAPEM), Associação Goiana de Esclerose Múltipla (AGEM), da Roche Farma Brasil e de especialistas. Mais informações podem ser encontradas no site: www.multiplasrazoes.com.br .
Fonte: Anahp




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