Quanto tempo é possível esperar por um órgão humano?
21/09/2018
Os avanços da medicina muitas vezes não conseguem ultrapassar as barreiras pessoais, de falta de informação, de investimento ou de custo. Estes pontos norteiam muito quem está à espera de um transplante. No Brasil, mais de 30 mil pessoas aguardam um órgão e, somente no primeiro semestre deste ano, 1.286 pessoas morreram durante essa espera. Os dados são da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) e revelam que, apesar do assunto ser de conhecimento geral da população, há muitos pontos que precisam de imediata discussão e efetividade.

Em busca de mais um passo em prol da mobilização da sociedade, acontecerá no próximo domingo (23/09) o XXIII Encontro de Pacientes Transplantados e Candidatos a Transplante de Pâncreas e Rim que terá como tema “Doação de Órgãos e Transplantes”. Realizado pela Associação para Pesquisa e Assistência em Transplante (APAT) e pelo grupo Hepato, com a organização do Hospital Leforte, o evento antecede o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, que será celebrado no dia 27.

“O transplante é o único tratamento de saúde no qual a sociedade pode atuar de forma efetiva. O problema é que as pessoas não enxergam como uma questão próxima, a não ser quando alguém da família ou ela mesma precisa de um”, explica o Dr. Tércio Genzini, coordenador do Programa de Transplantes de Pâncreas, Fígado e Rim do Hospital Leforte.

Atualmente, 21.962 pessoas aguardam a doação de um rim, 1.239 de um fígado, 500 esperam na fila de transplante de pâncreas-rim e outros 32 pacientes esperam por um pâncreas. De acordo com o especialista do Hospital Leforte, os problemas são diversos, desde a manutenção do doador, ao diagnóstico da morte encefálica; no entanto, se houvesse mais envolvimento da sociedade, estas questões poderiam existir em menor escala.

No encontro, além de pacientes transplantados e que estão na fila de transplantes, familiares de um doador falecido farão um relato sobre como tomaram a decisão. “Sempre buscamos reunir toda as pessoas envolvidas no processo, porque sabemos que quanto mais gente souber sobre o tema, menos pessoas irão deixar de viver por falta de um órgão que poderia ter sido transplantado”, finaliza.

Programa de Transplantes de Pâncreas, Fígado e Rim do Hospital Leforte

O Hospital Leforte atua na área de transplantes de uma forma inovadora. Seguindo o modelo americano, uma única equipe realiza todas as modalidades de transplantes abdominais, o que melhora a assistência e os resultados. Assim, é atualmente o maior centro de transplantes de pâncreas do Brasil, o maior hospital privado do país em termos de números anuais de transplantes renais e está entre os 3 maiores centros de transplantes de fígado do Estado de São Paulo.

A equipe do Hospital Leforte deve alcançar a marca de mais de 60 transplantes de pâncreas em 2018, podendo ultrapassar centros americanos e tornar-se o maior transplantador do mundo nesta modalidade.

Outros destaques dentro do programa do Hospital Leforte são os transplantes feitos com doadores vivos. No caso do rim, a retirada do órgão é feita por Laparoscopia – técnica minimamente invasiva que proporciona alta precoce, retorno breve às atividades cotidianas e ótimo resultado estético. Os de fígado, uma técnica realizada em poucos hospitais do país (apenas em 3 no Estado de São Paulo), possibilitam que os pacientes tenham doadores disponíveis (pessoas dos seus relacionamentos que se disponham a doar parte do fígado de forma altruística) e sejam transplantados em melhores condições, sem enfrentar a angústia e a incerteza da fila de espera, com resultados iguais ou superiores aos transplantes com doador falecido.< /div>

XXIII Encontro de Pacientes Transplantados e Candidatos a Transplante de Pâncreas e Rim – Doação de Órgãos e Transplantes

Data: 23/09/2018
Horário: 8h às 12h
Local: Hospital Leforte – Unidade Liberdade
Endereço: Rua Barão de Iguape, 209/ Auditório Bloco A
Programação: https://www.leforte.com.br/encontro-transplantes-setembro/
Fonte: Anahp




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