Estudos clínicos globais facilitam os diagnósticos
25/10/2018
O médico continua dando a palavra final, mas é cada vez mais comum usar sistemas de inteligência artificial (IA) para apoiar diagnósticos em hospitais e laboratórios de análises clínicas. Desde o início do ano, o Fleury Medicina e Saúde oferece o teste Oncofoco voltado para pacientes oncológicos que não respondem ao tratamento padrão e precisam de uma alternativa terapêutica.

As informações do sequenciamento genético do paciente são submetidas a um sistema de computação cognitiva que gera um relatório com dados de ensaios clínicos presentes na literatura médica mundial, oferecendo uma lista de drogas e tratamentos que podem responder às alterações genômicas encontradas. "Os dados do paciente são cruzados com estudos clínicos e tratamentos em andamento no mundo, e o relatório é posteriormente analisado por um time de médicos e cientistas do Fleury para emissão do laudo final", explica Jeane Tsutsui, diretora executiva de negócio do Fleury.

Com esses resultados em mãos, cabe ao médico avaliar o contexto clínico e escolher a terapia adequada. O sistema usa o Watson for Genomics, da IBM, hospedado em nuvem. Uma ferramenta de bioinformática que combina algoritmos, desenvolvida pelo Fleury, identifica as variações genéticas associadas à patologia. "A metodologia, fruto de mais de um ano de investimentos em pesquisa, incluindo testes e validações, oferece o tratamento de acordo com o perfil genético do paciente", diz Jeane.

Outro exame que utiliza inteligência artificial é o Teste de Origem Tumoral (TOT) que define o órgão no qual o tumor se originou, uma das principais informações para a escolha do melhor tratamento.

Esse exame é resultado de uma parceria do Fleury com o Hospital de Câncer de Barretos, Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e a startup Onkos. "Estima-se que, de todos os casos de câncer diagnosticados no mundo, cerca de 2% a 5% sejam de origem desconhecida, ou seja, são tumores em fase metastática e que não permitem determinar em qual órgão do corpo ocorreu sua primeira manifestação, dificultando o tratamento", explica Jeane.

Para entender a aplicação de algoritmos em diagnósticos, a Dasa inaugurou o DasaInova, laboratório com uma equipe multidisciplinar formada por médicos, cientistas de dados, de softwares e da área de "machine learning" (aprendizado de máquina), além de firmar uma parceria com o Harvard Medical School, ligado ao Center for Clinical Data Science (CCDS), centro global de ciência de dados.

Com os quase 8 milhões de exames de imagens realizados anualmente nos laboratórios da Dasa, a equipe vai criar uma base de dados para cruzar informações de diagnósticos com o sistema do CCDS que analisa centenas de ressonâncias e 'ensina' o computador a identificar o nível de gravidade das doenças, como explica Emerson Gasparetto, VP da área médica da Dasa. Um dos projetos é o desenvolvimento de algoritmos que analisam ressonâncias para a detecção precoce de doenças no cérebro.

Outra linha de pesquisa está no desenvolvimento de algoritmos para a detecção precoce de acidente vascular cerebral em tomografias de crânio. A equipe estuda ainda a localização mais precisa de tumores de próstata e a detecção de lesões.

Uma das tecnologias do CCDS já usadas na empresa de análises clínicas são os laudos ilustrados, elaborados com imagens de alta resolução com diferentes cores para sinalizar os parâmetros ideais de cada exame. Nesse formato os resultados são mais didáticos para médicos e pacientes, reduzindo erros de interpretação.

A Dasa também investe em startups que tenham sintonia com seu negócio em parceria com o Cubo Itaú. Entre as startups apoiadas está a iClinic, que desenvolveu um software de gestão para reduzir custos e diminuir o índice de pacientes que faltam a uma consulta. A CucoHealth criou um assistente de saúde que lembra o paciente dos horários de tomar medicamentos e dá dicas para o controle da saúde, e a Docway, que criou um aplicativo que conecta médicos e pacientes para o agendamento eletrônico por especialidade e também para vacinas e coletas de material para exames laboratoriais.

O Inyou é um aplicativo do tipo "assistente pessoal" para estimular a mudança de hábitos por meio da interação com médicos e nutricionistas. Outro sistema apoiado pela Dasa é o Neo é uma iniciativa de telemedicina para laudos a distância, reduzindo a dependência de um único médico na conclusão das observações dos exames. Reúne um marketplace de especialistas que podem se cadastrar e preparar laudos e diminuir os prazos de entrega dos resultados.

 
Fonte: Valor




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