Hospital Aliança realiza procedimento pioneiro em Cirurgia Endovascular do Brasil
26/02/2019

Equipe formada por quatro cirurgiões vasculares utilizou novo modelo de fixação endovascular de endopróteses da aorta.

O Hospital Aliança realizou um procedimento inovador no Brasil, na quinta-feira (31/01), na área da Cirurgia Endovascular. Os cirurgiões Dr. Clarismundo Pontes, Dr. Diogo Leitão, Dr. Diogo Brito e Dr. Luiz Antônio Furuya aplicaram, pela primeira vez no país, um novo modelo de tratamento para doenças da aorta, utilizando um sistema de fixação de endopróteses. Esse novo material fabricado pela empresa Medtronic é denominado Aptus Heli-FX™ EndoAnchor™ System (Endoâncoras Aptus).

O procedimento realizado ocorreu em um paciente do sexo masculino, com 77 anos, que deu entrada através da emergência do hospital e foi diagnosticado como portador de uma extensa dissecção da aorta torácica e abdominal, com degeneração e formação de um grande aneurisma dos segmentos comprometidos com, ainda, comprometimento do arco aórtico, local onde se originam os ramos arteriais supra aórticos que levam sangue para a cabeça e os membros superiores do paciente.

Para que fosse realizado o tratamento, as mais novas tecnologias oferecidas em todo o mundo e disponíveis no Hospital Aliança foram fundamentais para a realização do procedimento, pois o paciente não tinha condições clínicas para ser operado de forma convencional, ou seja, através de cirurgia aberta do seu tórax.

O tratamento endovascular realizado, por ser um procedimento menos invasivo, evita a utilização de parada circulatória e circulação extracorpórea da cirurgia aberta convencional, reduzindo o período de internação e com índices de complicações bem menores quando comparado com a cirurgia aberta, o que tem importância, sobretudo, em pacientes idosos e com outras doenças associadas, como era o caso do paciente em questão.

Ao final do procedimento, o paciente apresentou evolução clínica e cirúrgica extremamente favorável e obteve ótima recuperação no pós-operatório.

Entenda o sistema Aptus:

Este sistema destina-se a fornecer fixação e vedação circunferencial entre a endoprótese implantada e a parede da aorta por meio de mini parafusos colocados de forma endovascular através de um sistema de cateteres motorizados. Ele é indicado para uso em pacientes que foram tratados previamente de doenças da aorta cujas endopróteses mostraram deslocamento ou vazamento interno, ou preventivamente naqueles pacientes que, por questões da anatomia e morfologia vascular, estariam em risco de tais complicações. Esse mecanismo de fixação aumentada e selagem (vedação) mantém a exclusão adequada do aneurisma a ser tratado.

Sendo assim, as endoâncoras podem ser implantadas no momento da colocação inicial da endoprótese ou durante um procedimento secundário (ou seja, reparo), atuando de forma a manter (profilática) ou recuperar (terapêutica) a exclusão adequada do aneurisma.

Entenda o procedimento da equipe médica:

Utilizando softwares e aparelhos de última geração, o planejamento cirúrgico e endovascular ocorreu em duas etapas:

· Primeira etapa: Debranching. Procedimento cirúrgico aberto envolvendo apenas o segmento cervical (pescoço). Foram confeccionadas derivações para permitir novas formas de parte dos troncos supra aórticos manterem a circulação cerebral que seriam fechados pelas endopróteses quando ocorresse seu implante na aorta torácica. Esse procedimento tem o nome técnico de “debranching” e esta forma de revascularização extratorácica envolve baixas taxas de complicação e altas taxas de permeabilidade das próteses utilizadas a médio e longo prazo. É uma opção de tratamento seguro e viável na forma de “desramificação”, em combinação com o reparo do aneurisma da aorta de maneira endovascular que seria realizado no segundo tempo.

· Segunda Etapa: Implantação das Endopróteses. Realizada no dia seguinte à primeira, através de punção das artérias femorais, as endopróteses Valiant Navion™ Medtronic foram implantadas na aorta torácica e o exame de controle final mostrou um vazamento entre a endoprótese e a parede da aorta, o que comprometeria o resultado final de tão complexo caso. Aqui, a utilização do sistema Aptus mostrou a sua importância e necessidade de estar disponível, principalmente em casos de urgência como esse em que alterações a serem encontradas durante o procedimento não são de todas previsíveis, pois, após o implante das endoâncoras (“mini parafusos”), foi possível obter a fixação adequada da endoprótese com exames de controle mostrando adequado posicionamento das mesmas bem como a manutenção da circulação cerebral através do “debranching” dos troncos supra aórticos realizado na primeira etapa.

Fonte: Anahp




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