Brasileiros temem não conseguir custear remédios e tratamentos de saúde
13/05/2019

Dificuldade financeira é a principal preocupação dos brasileiros em relação a saúde após os 70 anos, conforme pesquisa do Instituto Datafolha com apoio da biofarmacêutica AbbVie .

Com o constante aumento da expectativa de vida aliado aos avanços da medicina nos últimos anos, a população brasileira está cada vez mais atenta à saúde na velhice. A pesquisa “Percepção dos Brasileiros sobre Temas de Saúde”, realizada pelo Instituto Datafolha com apoio da biofarmacêutica AbbVie, aponta que a dificuldade financeira para comprar remédios e custear tratamentos de saúde é a principal preocupação dos brasileiros após os 70 anos, principalmente entre as mulheres (26%, enquanto que os homens correspondem a 19%). Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (10).

Ao todo, 2.087 pessoas, a partir dos 16 anos, foram entrevistadas em todas as regiões do país. Quando questionados, os entrevistados disseram que a segunda maior preocupação na terceira idade é o câncer (19%), seguido da dificuldade de lomoção (decorrentes de problemas na “coluna”). Problemas como doenças do coração, saúde mental (doenças que comprometem a memória e a lucidez, por exemplo), depressão e saúde ocular (dificuldade para enxergar ou cegueira) também foram citados.

De acordo com Paulo Gomes Alves, pesquisador do Instituto Datafolha, os resultados são esperados dentro de uma realidade na qual os mais jovens se mostram cada vez mais preocupados com o futuro. “A dificuldade financeira se mostra como a maior preocupação porque essas pessoas ainda estão distantes da faixa etária na qual as doenças aparecem e ainda não sabem se vão garantir um bom acesso, financeiramente falando, a medicamentos e tratamentos médicos”, avalia.

O levantamento ainda mostra que 39% dos brasileiros atribuem a si mesmos a responsabilidade sobre a própria saúde. Perguntados a apontar outros responsáveis, eles listaram médicos, governo, familia e plano de saúde.
De todas as pessoas entrevistadas, 73% não possuem plano de saúde privado ou convênio, o que corresponde a 119 milhões de pessoas com 16 anos ou mais. Daqueles que usufruem desse tipo de benefício (27%), quase metade (47%) tem ensino superior, pertence às classes A/B e vive em regiões metropolitanas, principalmente no Sudeste.

Quando perguntados sobre a possibilidade de serem tratados com os mais avançados medicamentos e tratamentos médicos, 52% acreditam que têm bom ou total acesso, enquanto 48% afirmam ter pouco ou nenhum acesso ao que existe de melhor na medicina. Contudo, de forma geral, a maior parte da população se mostra otimista quanto ao aumento desse acesso no futuro. Ao todo, 66% dos brasileiros acreditam que, num período de cinco anos, terão um bom ou total acesso aos benefícios proporcionados pelo avanço dos medicamentos e dos tratamentos médicos.
Google é a segunda maior fonte de informação.

Mesmo com os médicos sendo a principal fonte de informação sobre saúde (49%), a influência da internet cada vez maior no dia a dia dos brasileiros faz com que o Google esteja na vice-liderança (37%). Depois dele, os dados revelam os portais da internet (26%) como terceira maior opção.

Apesar disso, o nível de confiança nelas permanece baixo. Enquanto 43% dos entrevistados afirmam que o médico continua sendo a mais confiável, o Google fica muito atrás com apenas 14%, logo à frente dos portais da internet (7%).

As redes sociais também foram citadas sendo o Facebook (15%) a mais influente delas. No entanto, somente 2% consideram a plataforma como fonte confiável. O mesmo vale para as informações sobre saúde que circulam pelo Whatsapp.

Fonte: Anahp




Obrigado por comentar!
Erro!