Sistema Unimed investirá R$ 1 bi em sete hospitais
31/05/2019
Em meio ao boom de operadoras de planos de saúde verticalizadas, o sistema Unimed pretende investir, neste ano, cerca de R$ 1 bilhão para a construção de sete hospitais próprios nas regiões Sudeste, Sul e Norte. Esse é o mesmo montante aplicado nos dois anos anteriores. "Há uma tendência de aumento da verticalização para que os nossos hospitais façam boa parte dos atendimentos", disse Orestes Pullin, presidente da Unimed do Brasil, entidade que reúne as 344 cooperativas médicas do país.

Pullin afirmou, no entanto, que as internações não serão 100% realizadas em hospitais próprios, mas existe uma orientação deliberada para que as Unimeds invistam em rede própria de atenção médica primária. Hoje, há cerca de 300 mil usuários de planos de saúde das Unimeds que obrigatoriamente passam por uma triagem, feita por um clínico geral, antes de serem encaminhados a um médico especialista. "Não vamos ter um modelo como da Hapvida [predominantemente verticalizado]. Temos uma rede credenciada com 3 mil hospitais. Se deixarmos de trabalhar com esses hospitais, em especial as Santas Casas, teremos um problema sistêmico no setor", disse. A taxa média de sinistralidade das Unimeds é de 84%, contra 60% da Hapvida, que faz 95% de suas internações em hospitais próprios.

Atualmente, as Unimeds são donas de 120 hospitais, que juntos detêm 9,3 mil leitos. Além disso, possuem 15 hospitais-dia, quase 200 prontos atendimentos, 233 laboratórios de medicina diagnóstica e 91 farmácias. Essa rede atende aos seus 18 milhões de usuários, que representam 37% do mercado de planos de saúde do país.

No ano passado, as cooperativas médicas registraram faturamento de R$ 64 bilhões, o que representa um aumento de 9,8% quando comparado a 2017. O lucro líquido ficou estável em cerca de R$ 3 bilhões. Esse é o desempenho somado das cooperativas. Entre elas, a performance pode ser bem distinta. Por exemplo: a Unimed Belo Horizonte há muitos anos apresenta bons resultados, ao contrário da unidade do Rio, que vem passando por um processo de recuperação de suas finanças, e das Unimeds Paulistana e São Paulo, que quebraram.

Entre 2006 e 2019, o número de cooperativas médicas caiu 8,5% para 344. Neste mesmo período, o número de operadoras de planos de saúde como um todo teve uma redução de 4,9%, segundo dados da Abramge, associação do setor.

Atualmente, há sete hospitais de Unimeds em obras nas seguintes regiões: Rio de Janeiro, interior de São Paulo, Tocantins, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A expectativa é que a maioria desses hospitais seja entregue em dois anos.
Fonte: Valor




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