Hospital Care implementa novo modelo de remuneração na saúde, baseado no desfecho clínico do paciente
15/08/2019

Implementado em Campinas os resultados já apresentam diminuição na taxa de sinistralidade do plano de saúde próprio

Com o objetivo de aprimorar o modelo de gestão do sistema de saúde suplementar brasileiro, a Hospital Care, holding administradora de serviços de saúde, pertencente aos fundos Crescera e Abaporu, desenvolveu uma nova unidade de negócios no setor. Baseada nas ACO´s (Accountable Care Organizations) dos Estados Unidos, esta nova divisão foi criada para o desenvolvimento de um sistema integrado de saúde privado no Brasil e chega ao mercado com o objetivo de oferecer um modelo de remuneração variável, que leva em consideração a redução de riscos na prestação de saúde e custos para a população e na melhoria da qualidade dos cuidados, tanto de uma perspectiva clínica quanto em termos de experiência e satisfação do paciente.

“A filosofia desta nova unidade está baseada no que chamamos internamente de ‘Valor & Acesso’, que segue a premissa de sempre oferecer o melhor desfecho clínico ao paciente. Sendo assim, ela é regida por três conceitos: (i) melhorar a forma de prestação de contas entre as operadoras e hospitais para controle de qualidade e redução de desperdícios, (ii) possibilitar o acesso dos pacientes aos serviços de saúde específicos e necessários, direcionando o foco do pagamento e (iii) desenvolvimento de estratégias inovadoras e tecnologias baseadas no melhor conhecimento científico e técnico existente”, esclarece o Dr. Fabio Gonçalves, diretor de valor e acesso da Hospital Care e responsável pelo projeto.

A Hospital Care já colocou o novo modelo de remuneração em prática no Hospital Vera Cruz, de Campinas, desenvolvendo a estratégia em cima do plano de saúde próprio Vera Cruz, que atualmente possui 30 mil usuários na região. Desde 2017, com o novo modelo de remuneração também no atendimento domiciliar, os custos totais do programa foram reduzidos, diminuindo os desperdícios e aumentando a satisfação dos usuários.

A Hospital Care está presente em cidades que funcionam como polos regionais para a gestão de saúde populacional e conta atualmente com hospitais, centros médicos, clinicas e laboratórios nas regiões de Campinas, Ribeirão Preto e Florianópolis. Para consolidar a sua atuação na saúde suplementar brasileira, a empresa tem apostado no crescimento rápido e orgânico: já são 16 ativos adquiridos em pouco mais de dois anos, com a expectativa de uma ampliação sustentável.

“Para que esse modelo funcione, vamos utilizar uma análise avançada de dados com o objetivo de entender os fatores envolvidos na saúde, realizando o cruzamento de informações de toda a população daquela determinada região. O modelo também é pensado não somente para atingir metas financeiras, mas para que o profissional atuante busque de fato atingir metas técnicas em todo o desfecho clinico”, complementa Dr. Fábio.

O cenário atual da saúde brasileira é alarmante, de acordo com uma pesquisa do Instituto de Saúde Suplementar (IESS), em 2017, quase R$ 28 bilhões dos gastos das operadoras de planos de saúde foram com contas hospitalares e exames, sejam eles fraudes ou desperdícios com procedimentos desnecessários. “Os dados mostram que é preciso uma rápida virada para que possamos crescer e oferecer o melhor serviço possível à população. A Hospital Care tem um sistema que beneficia toda a cadeia produtiva da saúde; médicos, pacientes, fontes pagadoras e investidores, pensando sempre na sustentabilidade do setor”, explica Rogério Melzi, presidente da Hospital Care.

Dentro de cada polo regional, a Hospital Care tem capacidade para integrar os procedimentos de baixa, média e alta complexidades em seus ativos, que permitem que o paciente seja constantemente acompanhado e que os médicos de fato possam trabalhar na prevenção. Para casos de cirurgia ou doenças crônicas, o paciente volta para o mesmo médico que já vem acompanhando ele, como uma espécie de “médico da família” o que possibilita que ele tenha maior assertividade.

“Temos o objetivo de tornar este novo modelo escalável. Já temos resultados sólidos em Campinas e projeções favoráveis para um sistema cada vez mais sustentável e que ofereça qualidade de atendimento a população. Além de replicar em Ribeirão Preto e Florianópolis, vamos oferecer para outras companhias e também para a melhor gestão da carteira das operadoras de saúde parceiras”, finaliza Melzi.

Gestão para o combate ao desperdício

Este novo modelo de gestão também deve evitar o mau uso do sistema de saúde, como por exemplo sobrecargas de procedimentos médicos, como internações e exames. Além disso, incentiva o desenvolvimento de um sistema completo de assistência, desde o atendimento primário – incluindo programas de prevenção -, passando pelo secundário e por fim o terciário, como por exemplo, um hospital central com um número equalizado de leitos em relação a real necessidade da população local de serviços de alta complexidade.

O modelo da Hospital Care foge dos atuais oferecidos no mercado brasileiro de saúde pautados puramente no modelo de remuneração fee for service – remuneração por quantidade de serviços realizados –além dos modelos verticalizados – hospitais e clínicas próprias – e até mesmo de cooperativa praticado pela Unimed, por exemplo.





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