Market Access na área farmacêutica
30/08/2019

O custo da demora na contratação de profissionais sêniores ou de alta gerência para uma empresa é alto. Não se fala muito sobre isso, porque parece um “valor intangível” e não existem estudos específicos com parâmetros científicos publicados.

No caso de um profissional de Market Access para indústria farmacêutica e de biotecnologia, uma forma não científica de se fazer essa análise de custo seria a comparação com o tempo que um determinado produto vai levar para ser incorporado em listas de fontes pagadoras de saúde. E aí a conta fica mais fácil. Uma planilha que é visualizada todos os dias nas empresas, às vezes mais de uma vez por dia, é a de P&L. O potencial de mercado mais a curva de crescimento desse produto em determinados mercados é outro parâmetro que sempre está sempre muito bem estabelecida. Atrasou seis meses porque ainda não iniciamos o processo de contratação do profissional responsável? Quanto isso representa no P&L?

Óbvio que o atraso na inclusão desse profissional no quadro de colaboradores não é o único fator que influencia no atingimento dos resultados esperados ou não, mas cada vez mais as empresas estão conscientes  de que profissionais com esse tipo de experiência e capacidade de execução são imprescindíveis.

Essa posição está segmentada basicamente em dois tipos de profissionais: o planejador / estrategista e o executor. Em empresas de menor porte, geralmente, uma única pessoa tem que exercer as duas funções. Nisso tem a vantagem da agilidade de se corrigir a estratégia mais rapidamente quando se percebe no momento da execução que não era factível com a realidade. Esse profissional, no entanto, tem que ter espírito empreendedor e ser apaixonado por execução tanto quanto o é pela estratégia.

Em empresas de maior porte vamos encontrar os dois tipos, e aí o que precisa estar sempre alinhada é a comunicação entre o estrategista e o executor. Nesse caso, a característica fundamental do executivo estrategista é saber ouvir o time e compreender os ajustes que precisam ser feitos na estratégia. No executor, o essencial é ter aquele nível de ousadia para expressar de forma clara o que funciona e o que não funciona na estratégia, contribuindo com o planejamento e correção do plano, se necessário.

Trabalhei por anos nessa função, às vezes com equipe e às vezes sem. Algumas ocasiões com equipe espalhada por outros países tendo que liderar por influência. Atualmente assessoro os corpos diretivos e recursos humanos das empresas de saúde a encontrar os profissionais dessa e outras áreas que podem ter influência direta nos seus resultados financeiros.

Sobre a autora

Karina Brito é sócia da Signium, empresa global de estratégia de recursos humanos.





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