Evento debaterá assistência humanizada na gestão em saúde
14/01/2020

Primeira edição do Fórum de Inovação em Gestão de Saúde tratará sobre como a humanização torna o setor mais sustentável e dos benefícios à cadeia produtiva a partir desse modelo

Com proposta de disseminar práticas de gestão moderna e humanizada, capazes de maximizar os resultados de unidades prestadoras de serviços em saúde, o Instituto de Gestão e Humanização (IGH) realiza nos dias 2 e 3 de abril de 2020, no Hotel Centro de Convenções Deville Salvador, na Bahia, o Fórum de Inovação em Gestão de Saúde (FIGS). O evento marcará os 10 anos do Instituto e deve reunir 500 lideranças do segmento para discutir inovação em gestão de saúde sob uma nova perspectiva – humanização na administração de recursos, pessoas, qualidade e atendimento eficaz.

O FIGS baseia-se na crença do IGH de que para gerar valor o público precisa se sentir acolhido e essa experiência precisa ser positiva da recepção à finalização do atendimento, baseando-se em cuidado, respeito, transparência, conexão e inovação. O IGH é uma entidade sem fins lucrativos, que administra 29 unidades de saúde distribuídas em seis Estados: Bahia, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul.

O evento se consolida como espaço para avanço da gestão de saúde humanizada ao pautar inovação em gestão de saúde, apresentando métodos promissores e abrindo espaço para que prestadores de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) exponham seus desafios cotidianos.

Assistência humanizada

Quer seja o termo, humanizar, humanizado e humanização integram há bastante tempo o vocabulário e a rotina de quem tem relação direta ou indireta com assistência à saúde. O Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS) apoiam projetos considerados referência na rede pública, a exemplos do Maternidade Segura e do Método Canguru, práticas embasadas pelo princípio da humanização.

Com a tecnologia cada vez mais assumindo destaque nos afazeres de todos, ser humano é essencial e capaz de fazer diferença. As pessoas são a razão de ser, o capital mais rico das organizações. Para que o atendimento de um cliente seja feito com qualidade e eficiência por outra pessoa, esta necessita estar bem consigo mesma, consciente de seu papel na instituição da qual faz parte, do mesmo modo que precisa compreender as razões para cada cliente estar ali, as necessidades, senso de urgência e expectativa.

Ganhos

Avanços têm sido obtidos com o modelo de Organizações Sociais (OSS) junto a saúde complementar. São Paulo foi o primeiro Estado a adotá-lo, em 1998. Hoje existem cerca de 8.500 contratos de gestão, envolvendo Estado e municípios paulistas, por meio do qual o poder público estabelece serviços a serem prestados e metas a serem atingidas.

Com a implantação do modelo, verifica-se maior assiduidade de médicos e profissionais da assistência. Isso se deve à mudança no regime de contratação, uma vez que as entidades gerenciadoras atuam e contratam com base nas leis de direito privado. Sob o aspecto da qualidade, as unidades gerenciadas por OSS apresentam ganhos, não só mantendo atualizados seus parques tecnológicos, mas capacitando funcionários para a operação desses equipamentos.

Isso permitiu que os hospitais fossem vistos como de excelência por organismos nacionais e títulos que apenas integravam a realidade dos hospitais considerados de referência. Um Estado planejador de políticas públicas eficazes, alinhadas às necessidades da população é um fiscalizador de metas e resultados. O impacto dessa gestão torna o setor de saúde suplementar mais sustentável e a cadeia produtiva ganha com a eficiência desse modelo.

Programação

Os debates propostos pelo FIGS ocorrerão a partir de cases práticos, evidenciando que é possível a ampliação do modelo de OSS junto a saúde suplementar. O futuro da saúde já uma realidade, principalmente quando se refere a tecnologia e inteligência artificial, abordagens que já vêm sendo discutidas amplamente pelo setor. As instituições já estão de fato adotando tais práticas? Se sim, como lidam com essas questões? Como são feitos a gestão e os protocolos? Como tal tema reflete na melhoria da experiência do paciente, trazendo agilidade, humanização e cuidado?

Estão confirmadas palestras do médico do Departamento de Informática em Saúde do Hospital Italiano de Buenos Aires, Daniel Luna; do diretor da Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Lanhoso (PT), Humberto Carneiro, e do secretário de Atenção à Saúde (SAS) do Ministério da Saúde, Francisco Figueiredo. Os secretários de Estado de Saúde da Bahia e de Goiás, Fábio Vilas-Boas e Ismael Alexandrino, também já possuem presença garantida.

O primeiro dia abordará gestão e eficiência e as apresentações terão como tema Governança e Compliance; Sustentabilidade e Legislação; Eficiência e Lean Healthcare; A eficiência no modelo de OSS; Valor em saúde pública, e a palestra magna “Perspectivas para redes integradas de Saúde no Brasil”.

O segundo e último dia foi pensado para discutir governança em tecnologia da informação, com apresentações sobre Gestão da saúde do futuro; Inovação e Tecnologia voltadas para assistência; Telemedicina e os avanços por meio da tecnologia; Gestão de Saúde Populacional – promoção e prevenção em Saúde, e a palestra magna “A importante Interface do Modelo de OSS junto a Saúde Suplementar – Um Futuro de cooperação e colaboração no setor”.

SOBRE O FIGS

O Fórum de Inovação em Gestão de Saúde (FIGS), uma iniciativa do Instituto de Gestão e Humanização (IGH) discutirá o modelo de gestão das OSs e sua interface junto a Saúde Suplementar, por meio de cases práticos. Público estimado: 500 lideranças do segmento de saúde . Perfil de convidados: CEOs, CMOs, CFOs de instituições públicas e privadas.

SOBRE O IGH

O Instituto de Gestão e Humanização (IGH) é uma entidade sem fins lucrativos que completa 10 anos. Seu objetivo primordial é utilizar e divulgar práticas de gestão modernas, capazes de maximizar os resultados de unidades prestadoras de serviços em saúde. Afinal, acredita que é possível fazer diferente e melhor. Como seu próprio nome já diz, sua missão é transmitir humanização, ou seja, para gerar valor o público precisa se sentir acolhido. A experiência tem que ser positiva da recepção até a finalização de um atendimento. Cuidado, respeito, transparência, conexão e inovação são palavras-chave para isso.





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