Profissionais da saúde apontam a atenção primária como a principal ferramenta no combate ao desperdício
12/11/2018

A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) divulgou o resultado de uma dinâmica realizada com os profissionais do segmento durante o Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp) que abordou as percepções da categoria sobre iniciativas com foco na eficiência.

Entre as iniciativas que resultaram maior impacto na redução de desperdício operacional, os presentes destacaram: programas de melhorias contínuas de processos (65%); maior coordenação entre serviços dentro e fora do hospital (13%) e programas de compra colaborativa/compartilhada (11%), entre outros. Já na estrutura hospitalar, os modelos adaptados que proporcionaram maior benefício foram: instalação de unidade de atendimento primário (61%), uso da telemedicina e monitoramento remoto (23%) e criação de centros de cuidados paliativos e de transição (9%).

Dos presentes ao evento e que participaram da dinâmica, 79% atuam em hospitais; 6% são de instituições que atuam no fornecimento de serviços; 4%, com fornecimento de insumos; e 11% em outras áreas ligadas à saúde. No total, 350 pessoas participaram do levantamento.

Para 55% desse público, as despesas assistenciais são a principal fonte de desperdício que prejudicam a eficiência do segmento da saúde no Brasil. Já as questões operacionais são o propulsor do desperdício para 27% dos participantes, enquanto 18% indicam que a governança é a base do problema.

Quando questionados sobre quais são as principais brechas que impulsionam este desperdício, sem indução, os participantes responderam burocracia, retrabalho e planejamento como os principais impulsionadores deste desperdício.Ainda de acordo com o levantamento, os modelos de atendimento primário e prontuário único são relevantes para combate ao desperdício assistencial. 47% acreditam que a educação e o direcionamento do paciente para modelo de atendimento primário podem contribuir para reduzir esses custos.

O diálogo entre pacientes e médicos sobre eventos desnecessários ou não efetivos seria uma alternativa de evitar desperdícios para 14% dos presentes.Do ponto de vista da gestão, o estabelecimento de um prontuário único e de um gestor de cuidados seria uma opção de modelo assistencial para menor desperdício para 41% dos presentes. Em segundo lugar (35%), aparece a sugestão de implementação de checklists e treinamento em protocolos de atuação em todos os níveis de atenção.

Organização de dados e programas de compliance são pontuados como relevantes para combate ao desperdício governança. Segundo os presentes, a organização de dados para monitoramento e tomada de decisão é uma medida que contribui para melhorar a performance para 57% dos que participaram da dinâmica.

Automatização e padronização da comunicação de pagadores e prestadores, é uma das iniciativas de maior impacto na redução de desperdícios administrativos para 24% dos presentes. Já os programas de compliance (44%) e o uso de analytics para detectar desvios de conduta (22%) são os principais mecanismos apontados para coibição de fraudes, abuso e corrupção no mercado da saúde.

A solução para evitar os desperdícios no segmento passa pela preparação das lideranças para o foco na sustentabilidade das instituições para 49% dos presentes.O Congresso Nacional de Hospitais Privados foi realizado em São Paulo e ocorreu de 07 a 09 de novembro.

Fonte: DCI




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